segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Auto-Encontro


A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

*

Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.

Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.

Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.

Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.

*

Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânino, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.

Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O bom e o ruim


Ela era uma jovem talentosa e rica. Jamais conhecera dias ruins.

Crescera entre os livros, a arte e as horas de lazer.

Mas então decidiu deixar o lar paterno. Tinha sonhos grandiosos.

Inscreveu-se em um curso em país europeu e partiu. Meses depois, surpreendeu a família informando que pretendia não mais retornar à casa.

Identificava-se de tal forma com os costumes e a vida do país onde se encontrava, que se decidira por não retornar à terra natal.

Conseguir emprego para se manter foi um desafio. Falando fluentemente o inglês e o alemão, venceu barreiras.

Em uma tarde de passeio encontrou um rapaz, tão jovem quanto ela própria, e se apaixonou.

O namoro durou alguns meses, depois veio o matrimônio. Ele era escocês e logo ela descobriu que eram muito diferentes.

Ele manifestava atitudes que a magoavam profundamente. Ela se sentia só e infeliz.

Idealizara uma vida serena, a dois, e tudo o que encontrava a cada dia eram problemas se somando a dificuldades.

Recordou-se do aconchego materno e passou a telefonar para sua mãe, nas horas da madrugada, quando se sentia mais desesperada.

Não aguento mais, disse uma noite.

Que posso fazer, a tantas milhas de distância? Perguntava a mãe.

Servindo-se de palavras doces, foi acalmando a filha. E, por fim, lhe disse:

Filha, apanhe um sabonete e escreva num espelho: "Isso vai passar." Amanhã lhe telefonarei.

Quando a noite foi vencida pela madrugada ridente e as horas vespertinas se anunciaram, ela telefonou para a filha.

Em prantos, a moça lhe disse:

Eu escrevi, mamãe, como você mandou. Mas não adiantou nada. Nada passou.

Do outro lado da linha, a voz firme da mãe se fez ouvir:

Torne a apanhar o sabonete e embaixo da frase, escreva agora: "O bom e o ruim."

A filha não conseguiu entender muito bem o que a mãe lhe desejava dizer com aquilo, mas obedeceu.

Então, quando o telefone tornou a tocar, na rica residência dos pais, a voz da filha estava mais calma:

Eu entendi, mamãe. Entendi que devo analisar as coisas positivas, não somente ressaltar as questões ruins do meu casamento.

Escrevi tudo o que de bom já vivi com John. Quando comecei a relacionar as coisas ruins, percebi que não eram tantas quanto supunha.

Vou reformular minha vida. Vou tentar outra vez. Desejo ser feliz com ele.

Aliviada, a mãe percebeu que alcançara o objetivo. A filha estava analisando fatos e opiniões.

* * *

Não existem na Terra casamentos perfeitos. Existem, sim, casamentos harmoniosos, porque o casal se empenha em amenizar as diferenças, preocupa-se em renunciar a meros pontos de vista.

Tudo em prol da boa convivência.

Não se cogita de anulação da personalidade de um ou outro, somente em ajuste de entendimento, com paciência e boa vontade.

Mesmo porque, acima e além de tudo, existe o amor.

E o amor é capaz de superar diferenças. Promover a paz e solidificar a união.



Redação do Momento Espírita,
com base em história real.
Em 05.04.2010

http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1908&let=B&stat=0

Abraço de Deus


É uma avó que conta que, certo dia, sua filha lhe telefonou do Pronto-Socorro. Sua neta, Robin, de apenas seis anos, tinha caído de um brinquedo, no pátio da escola, e havia ferido gravemente a boca.

A avó foi buscar as irmãs de Robin na escola e passou uma tarde agitada e muito tensa, cuidando das crianças, enquanto aguardava que a filha retornasse com a menina machucada.

Quando finalmente chegaram, as irmãs menores de Robin correram para os braços da mãe. Robin entrou silenciosa na casa e foi se sentar na grande poltrona da sala de estar.

O médico havia suturado a boca da menina com oito pontos internos e seis externos. O rosto estava inchado, a fisionomia estava modificada e os fios dos cabelos compridos estavam grudados com sangue seco.

A garotinha parecia frágil e desamparada. A avó se aproximou dela com o máximo cuidado. Conhecia a neta, sempre tímida e reservada.

“Você deseja alguma coisa, querida?”, perguntou.

Os olhos da menina fitaram a avó firmemente e ela respondeu:

“Quero um abraço.”

* * *

À semelhança da garotinha machucada, muitas vezes desejamos que alguém nos tome nos braços e nos aninhe, de forma protetora.

Quando o coração está dilacerado pela injustiça, quando a alma está cheia de curativos para disfarçar as lesões afetivas, gostaríamos que alguém nos confortasse.

Quando dispomos de amores por perto, é natural que os busquemos e peçamos: “Abrace-me. Escute-me. Dê-me um pouco de carinho. Um chá de ternura.”

Contudo, quando somos nós que sempre devemos confortar os outros, mais frágeis que nós mesmos, ou quando vivemos sós, não temos a quem pedir tal recurso salutar.

Então, quando estivermos ansiosos por um abraço consolador nos nossos momentos de cansaço, de angústia e de confusão, pensemos em quem é o responsável maior por nós.

Quando não tivermos um amigo a quem telefonar para conversar, conversemos com Nosso Pai. Sirvamo-nos dos recursos extraordinários da oração e digamos tudo o que Ele, como Onisciente, já sabe, mas que nós desejamos contar para desabafar, aliviar a tensão interna.

Falemos das nossas incertezas e dos nossos dissabores, sobre as nossas decepções e nossos desacertos e nos permitamos sentir o envolvimento do Seu abraço de Pai amoroso e bom.

Não importa como o chamemos: Pai, Deus, Criador, Divindade. O importante é que abramos a nossa intimidade e nos permitamos ser acarinhados por Ele.

Ele sempre está pronto para abraçar Seus filhos, sem impor condições.

E se descobrirmos que faz muito tempo que não sentimos esse abraço Divino, tenhamos a certeza de que faz muito tempo que não o pedimos.

* * *

Victor Hugo, poeta e romancista francês, escreveu um dia: “Tenha coragem para lidar com as grandes tristezas da vida. E paciência para lidar com as pequenas.

E, depois de ter cumprido laboriosamente sua tarefa diária, vá dormir em paz.

Deus continua acordado.”

Pensemos nisso. Deus está sempre acordado, e velando por nós.



Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Consolador, de autoria de Joni Eareckson Tada, do livro Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, ed. United Press.

http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=761&let=&stat=0

sábado, 27 de novembro de 2010

Espiritismo quando feito com amor


Acreditamos que o espiritismo quando feito com amor e seriedade modifica, restaura e fortalece.
Cada um de nós tem o livre arbitrio de escolher quem nos acompanha na estrada da vida, estrada essa que tem muitos obstáculos, porém muitas flores que tornam esse caminho mais belo. Nessa estrada também é permitido pegar atalho.
Mas é preciso ficar atento: pois nem sempre o caminho mais fácil é o melhor a ser seguido.
O espiritismo nos ensina sempre a elevar nosso pensamento em Deus quando estamos enfrentando alguma dificuldade e com isso recebos ajuda e força para supera-los adquirindo assim o aprendizado necessário para que não mais persistamos naquele erro.
Enfim, para aqueles que ainda não conhecem o espiritismo convido para inicialmente adquir livros que relatem melhor sobre o assunto: aí vai algumas dicas de excelentes leituras espíritas para aqueles que estão iniciando ou conhecendo a doutrina: MEMÓRIAS DE UM SUICÍDA: da autora: Yvonne A. Pereira; NOSSO LAR, do autor: Chico Xavier; DORES DA ALMA, do autor: Francisco espírito santo Neto; PRAZERES DA ALMA do mesmo autor de: DORES DA ALMA, O LIVRO DOS ESPÍRITOS, do autor: Allan Kardec; O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO do mesmo autor de: O LIVRO DOS ESPÍRITOS , BAIRRO DOS ESTRANHOS do autor Wilson Frungilho Jr.

Autora: Débora Mendonça

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O caminho para luz


Talves, o caminho para aquele que deseja mudar e sente que não está agindo corretamente seja fazer uma reflexão interna dos seus anseios e tentar vencer suas próprias tendências.
Todos nós nascemos com uma propósitos: De envoluir, e esse caminho se torna melhor quando descobrimos no nosso próprio ser que o bem, o amor e o despreendimento do mundo material são o alicerce para a nossa estrada da vida.
Haverá muitos tropeços, principalmente se estivermos no caminho certo, porque aquele ainda não estão em condições de seguir nessa mesma jornada tentará nos impedir de caminhar em frente, mas temos que ser firmes, ressistentes e esperançosos.
Seguir pela estrada correta é um caminho árduo, mas essa caminhada se torna maravilhosa quando encontramos rosas sem espinhos, riachos para saciarmos nossa sede e uma mão amiga para nos ajudar a levantar.
Enfim existem apenas duas estradas para seguir ,uma e aquase sem obstáculos, de extensa largura onde se pode caminhar livremente e seguir desrregradamente preocupações. Nessa estrada tambem vale ultrapassar pisotear na queles que estão caidos porque tropeçaram.
Porém no final dessa trajetória, não se obtem bons resultados, pois nem sempre o caminho mais fácil é o caminho correto.
Autora: Débora Mendonça

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

tipos de passe


Tipos de passe e o que pensar

1. Passe Espiritual: É o passe tradicional. Onde o plano espiritual e o médium passista, transmitem seus respectivos fluídos em benefício ao assistido. Este tipo de passe destina-se geralmente a todos os freqüentadores de um lar espírita-cristão. Na maioria das vezes,é aplicado após a exposição espírita-doutrinária, pois acredita-se estarem todos, mais receptivos e melhor preparados vibratóriamente.

O que pensar: O passista deve centrar seu pensamento no Espírito do assistido como ser em evolução, desejando àquele mesmo que obtenha todos os requisitos para sua evolução espiritual, tais como saúde,equilíbrio, caridade bondade, fraternidade, paciência, tolerância,indulgência, amabilidade , harmonia, estudo, disciplina, reforma íntima, enfim tudo o que um Espírito em evolução necessita para seu adiantamento.
Como aplicar: O passita posta-se em pé por detrás do assistido e impõem ambas as mãos no centro coronário.

2. Passe Anímico: É o passe de tratamento desobsessivo. Indicado a aqueles, que de alguma forma se encontram sob influência, direta ou indireta de espíritos ignorantes.A ação obsessiva, tem como objetivo minar as forças do obsedado, contando para isso com as próprias franquezas da vítima. Na verdade, sabemos que o fator em questão encontra-se plenamente acertado, nos quesitos da Lei da Causa e Efeito, por isso mesmo são duas entidades necessitadas de auxílio da providência, que devem ser lembradas na hora do passe.

O que pensar: Em decorrência dos mecanismos estudados acima, o passista deve centrar seu pensamento no Espírito do assistido e no Espírito acompanhante, para que ambos, aprendam a perdoar, aceitarem as fraquezas alheias, a libertarem-se do ódio, a respeitarem-se mutuamente, enfim que encontrem cada um o seu caminho como espíritos em evolução, para que se irmanem nos verdadeiros padrões deixados pelo Cristo de Deus.
Como aplicar: O passista posta-se em pé por detrás do assistido e impõem com uma mão no centro coronário ou frontal , enquanto a outra permanece no prolongamento do corpo.

3. Passe Magnético: É o passe que visa à renovação e a manutenção das energias fluido-magnéticas do assistido acarretando ou não a cura de doenças de ordem orgânica ou psicossomática.Neste passe mais do que nos outros, há maior parcela de fluido magnético (fluido animal).As forças magnéticas do passista, logicamente manipuladas pelo plano espiritual, são convergidas para os centros de força (órgãos responsáveis pela captação dos fluidos), do assistido que se espalharão para todas as células físicas e espirituais do mesmo.Este processo de captação e de distribuição, se fará eficiente quanto maior for o equilíbrio de seus centros de força.

O que pensar: Neste tipo de passe, há três momentos distintos: Na primeira fase,se faz necessário uma desobstrução de toda e qualquer energia densa que possa estar obstruindo o livre funcionamento dos centros de força, deve-se então centrar o pensamento na higienização e assepsia dos órgãos em questão. Na segunda fase, trata-se da reativação e revitalização dos mesmos, de acordo com cada centro, é necessário então centrar os pensamentos de bom funcionamento e re-energização nos órgãos e sistemas, nos quais cada centro é responsável, trabalhando com o pensamento específico por região. Na terceira e ultima fase, é a saúde do espírito em evolução, como maquina perfeita criada por Deus, é que deve ser mentalizado, por isso centra-se o pensamento no bom estado orgânico geral, tanto do corpo espiritual como do físico , rogando ao plano espiritual que interceda por ele, se for de seu merecimento.

Como aplicar: Neste tipo de passe é necessária a união de mais passistas, no mínimo 3.Pois, formar-se-á a chamada corrente fluídica (o isolamento do assistido, dentro de um círculo de vibrações positivas,permeia um melhor ambiente fluídico, e despolariza energias obsessoras que assolam o assistido momentaneamente. Tempo suficiente para a ação do plano espiritual em cima de energias mais elevadas). O passista deve manter-se dentro desta corrente e iniciar os passes. Na primeira fase, deve-se impor ambas as mãos no 1° centro o,coronário. A seguir, descer ambas as mãos paralelas,no sentido longitudinal do corpo do assistido parando nos seis centros de força subseqüentes, adiante mencionados. Na segunda fase, repetir o mesmo gesto da primeira. E na ultima fase, impor ambas as mãos no coronário. Quanto à assistência, o ideal é que mantenham as mãos unidas nas três fases, mantendo assim o isolamento necessário.

Centros de força:

Como definido anteriormente, são órgãos especializados na captação e distribuição das energias quintessenciadas. São para nós sete fundamentais:

1. Coronário: Localiza-se na região central do cérebro, na parte superior, sede da mente, assimila os estímulos do plano superior, orienta o metabolismo orgânico e a vida consciêncial , supervisionando todos os outros centros, que lhe obedecem ao impulso. Temos no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas.

2. Frontal ou cerebral: Localiza-se na região da testa (fronte) é contíguo ao coronário governa o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas hormonais e administrando o sistema nervoso em toda a sua organização, atividade e mecanismo, desde os neurônios até as células eferentes.

3. Laríngeo: Localiza-se na região da garganta, controla notadamente a respiração e a fonação.

4. Cardíaco: Localiza-se na região do coração,dirige a emotividade e a circulação das forças de base.

5.Esplênico: Localiza-se na região do baço Determina todas as funções referentes ao sistema hemático (defesas orgânicas),variando as atividades de meio e volume sanguíneo.

6.Gástrico: Localiza-se na região do estômago,responsável pela digestão e absorção dos alimentos densos e menos densos.

7.Genésico: Localiza-se na região do baixo ventre,guia a modelagem das novas formas entre os homens e o estabelecimento de estímulos criadores com vistas ao trabalho, à associação e a realização entre as almas.


Conclusão:

O tratamento de fluidoterapia aplicado no Centro Irmã Iperoig segue as normas doutrinárias baseadas na codificação kardequiana, tendo como apoio, a experiência aos moldes do tamanho e movimentação dos assistidos neste mais de meio século de existência. Com o evoluir da casa, assim como dos próprios trabalhadores, de tempos em tempos, há a necessidade de reciclagens como esta , sempre visando a melhoria dos atendimentos assim como a evolução doutrinária da casa. Como mencionado anteriormente, este singelo estudo, não tem pretensões de tratado, ou obra, apenas pequena orientação, aos trabalhos e reuniões mantidas pelo grupo de assistência hora em atividade.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Resgates e glórias


Chegar aos simpatizantes e estudiosos da Doutrina Espirita
foi, para a nossa gente da senzala, uma grande alegria. Nem sempre encontramos as portas do coração abertas.
Nosso linguajar, as rezar, unguentos levam muito á rejeição.
Entenderiam todas as pessoas, humanidade afora, um único estilo, as mesmas práticas, uma maneira só de ser? A ritos, em trabalho na terra, a uma simplicidade desconhecidas, onde chás e banhos, passes e palavras mansas promovem o equilibrio possivel e cada um.
Nas rezas de mãe preta, as dores transformam - se. Ela nunca faz longos discursos. Não frequenta cátedras. Não exige primeiros lugares.
Maúe ama a natureza, descobre-lhe a grandeza, utiliza -se de seus recursos.
Senzala busca compreensão e apoio. Nossos negros chegaram em lágrimas, são consolados. Tentam trabalhar estendendo o bálsamo do amor, são olhados com desconfianã. Seria necessário arrancar- nos a pele?
analisamos que fundamental é iluninar o coração vendo além das aparências.
Livro resgantes e glórias
Ignácio Inverno/94